Lego City Undercover e a Polêmica do Cartucho (ATUALIZADO – 29/03/2017)

Li em uma matéria da Nintendo Everything (leia aqui) que me mostrou um dado preocupante: Lego City Undercover utilizará até 13GB de espaço adicional. Ao ler este post, muitos torcerão o nariz e dirão que isso não importa por ser um jogo da Lego, mas a representatividade disso é que nos importa neste post, não o jogo.

Ressalto, no entanto, que até o momento ninguém tem certeza sobre o que são realmente estes gigabytes extras que o jogo necessitará, mas o cenário que se desenha à nossa frente é preocupante. Afinal, isso vai de encontro à principal vantagem que o cartucho tem sobre as demais mídias ópticas: a não obrigatoriedade da instalação de jogos em memória interna.

Não é pelos 13GB, mas pelo que eles representam.

Antes de discutir o assunto, vou abrir um parênteses: hoje em dia, é absolutamente normal que lancem um jogo com um patch de correção de erros ou atualização de conteúdos, porém esses downloads não costumam ser necessários a menos que o console saiba que eles existem, sendo que, para isso, ele deve acessar a internet com o cartucho no slot.

Pois bem, agora imagine a situação hipotética: você está em uma viagem, está sem internet, vê aquele jogo que você tanto queria na promoção, compra-o em mídia física e coloca no seu querido Switch. O console não sabe que tem atualização e, por isso, rodará o jogo sem pestanejar, não é? É exatamente aqui que a gente volta ao Lego City Undercover!

Pela comparação das mídias do Wii U e do Switch, vemos que há uma discrepância dos tamanhos delas (a versão do Wii U conta com 20GB e do Switch com 7.1GB), discrepância essa que seria suprida pela “atualização” de 13GB do jogo na versão Switch. É importante ressaltar que a versão do jogo na eShop do Switch também está descrita como 7.1GB, por isso estamos tratando tudo isso como especulação.


Podemos perceber que The Legend of Zelda:Breath of The Wild, apesar da atualização inicial de 3GB, não contava com a observação. Vide a imagem abaixo:


Por conta disso, presumimos (e isso é quase que uma certeza) que não se trata de uma mera atualização, mas sim do próprio jogo que será baixado, ou seja, o jogo viria incompleto na mídia física e você, naquela situação que pedi para que imaginasse anteriormente, não poderia jogar seu jogo, mesmo que o console jamais soubesse que existe uma atualização.

Se isso foi feito (e provavelmente foi), certamente foi para conter os custos de produção dos cartuchos, que são muito caros para serem produzidos. Entretanto, verdade seja dita: isso acaba com a maior vantagem dos entusiastas (como eu) de cartuchos que é a de não precisar baixar/instalar nada para jogar seu joguinho.

Outro problema que vejo é que, se isso virar uma praxe do mercado, não importa se você compra mídia física ou não, um cartão SD com uma super-ultra-mega-hiper memória interna se fará necessário. Afinal, 13GB dos 25GB disponíveis no Switch é metade da capacidade para apenas um único jogo.

Se essa pouca vergonha acontecer realmente, esperamos que a Nintendo não cometa nem deixe que esse tipo de coisa seja feita novamente. Uma coisa é ter que baixar um conteúdo adicional ou de correção do jogo, outra coisa é ter que baixar o próprio jogo, mesmo tendo comprado mídia física.

Atualização – 29/03/2017

A Warner emitiu um comunicado dizendo que, na verdade, trata-se de um erro na embalagem. Veja na íntegra o comunicado.

A informação está listada de forma incorreta na embalagem de LEGO City Undercover para Nintendo Switch. Os jogadores que comprarem a cópia física do jogo nas revendas comprarão o jogo completo, e não há necessidade de download de conteúdo  adicional para aproveitar a experiência completa. Uma conexão com a internet não é obrigatória para jogar o jogo. A única conexão sugerida é para fazer o download de um patch de atualização normal.

O fato é que, como mencionado anteriormente, a eShop também lista o jogo com o “tamanho errado”. Seria um erro lá também? Se me perguntar hoje, eu te digo que não acredito nisso. Errar em 2 lugares?  Geralmente essas informações de tamanho, em um sistema automatizado, são fornecidas pelo próprio arquivo, consultando-o diretamente para saber seu tamanho, ou seja, geralmente em sistemas grandes (como é o caso da eShop) essas informações não são inseridas por seres humanos operadores de sistema até para minimizar o erro. É assim com as lojas de aplicativos de celulares, tablets, Steam, etc. Não, eu não serei leviano de afirmar categoricamente algo que não sei, por isso destaquei a palavra “geralmente”. Só estou dizendo como isso normalmente ocorre, ok?

No entanto, se foi somente um erro, menos mau. A questão é que só saberemos o desfecho desse caso no dia em que lançar o jogo e os primeiros relatos forem aparecendo. Até lá, ficaremos na dúvida torcendo que esta seja só uma pegadinha do Mallandro.

Deixe nos comentários as suas opiniões sobre o caso e até o próximo post!

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Tovar

Nintendista desde os 8-bits, pulei somente a geração GameCube (que recuperei com o Wii). Jogo em qualquer plataforma. Um fã de The Legend of Zelda, Donkey Kong, Mario, Mega Man, e de outros grandes nomes da indústria.