Switch

[REVIEW] Hokko Life – Um indie surpreendente

Já jogou Animal Crossing: New Horizons no Switch? Se sim, pense em Hokko Life como algo bastante similar, porém, com uma história minimamente convincente e um foco completo no offline. Pois é: nada de multiplayer aqui. Isso pode ser positivo ou negativo, dependendo de seu ponto de vista. Porém, é justo dizer que, não havendo esse recurso online, a história e jogabilidade recebem atenção maior e isso se torna benéfico para o game de maneira geral. Portanto, leia o texto abaixo para ver se consigo te convencer o quanto isso é real aqui.


Ficha Técnica

Título: Hokko Life

Plataforma: Nintendo Switch

Data de lançamento: 27/09/2022

Tamanho: 1.1GB

Desenvolvedora: Wonderscope

Publicadora: Team17

Jogadores: 1

Em Português: Sim

Gênero: Aventura, Simulação, RPG

Tempo de Jogo (em média): 8 horas

Save na Nuvem: Sim

Classificação: Livre

Preço no Lançamento (BR): R$ 104,90

Preço no Lançamento (EUA): US$ 19,99


Se mudando para Hokko

A pequena cidadezinha

Em Hokko Life, somos um personagem que acabou parando em uma cidade chamada Hokko depois de uma pesada chuva que caiu em uma noite, enquanto viajávamos de trem para nosso destino. Quando entramos na pousada local, o dono nos convida para dormir em um quarto cheio de teias-de-aranha no sótão, e ali passamos a noite sem pagar nada por isso. No dia seguinte, seja lá por quais motivos, esse mesmo dono nos convida a ficar vivendo em Hokko, e não sei por que cargas d’água o(a) protagonista – que criamos, aliás – aceita ficar morando por ali. Assim como em Animal Crossing, nosso objetivo central passa a ser atrair novos moradores para a cidadezinha prosperar.

No quesito jogabilidade, podemos andar por aí e explorar os recursos dos locais, através de coleta de madeiras, mato, flores, e afins. Também é possível adquirir ferramentas para conseguirmos cortar madeira e quebrar pedras, por exemplo, o que habilita novos recursos para serem coletados e receitas para criarmos coisas novas. Entre as receitas, estão itens cosméticos, como bancos e mesas, além de elementos que compõem partes funcionais do cenário, como escadas e pontes que colocamos para atravessarmos rios ou subir em lugares mais elevados no mapa.

Construindo casas

Adicionalmente, também há ferramentas como a rede de capturar insetos, o que registra as respectivas capturas em uma espécie de enciclopédia que carregamos conosco. E falando em menu e livros, pressionando X temos acesso a uma seção de “Merits”, o que nos mostra conquistas que obtivemos ao longo do jogo, e algumas delas habilitam funcionalidades bastante úteis como o botão de correr com o comando B após caminharmos uma certa distância no game.

Fora isso, também é possível construir casas e decorar seus interiores, além de organizarmos até mesmo o interior da residência de NPCs. Portanto, é importante dizer que existe também o fator decoração aqui, além das próprias mecânicas principais de fazendinha, como plantação de árvores e sementes diversas. Os personagens da cidade também fornecem tarefas variadas, as quais ficam registradas no menu de nossa mochila. Com isso, recebemos dinheiro e, principalmente, receitas para desbloquearmos peças novas de construção, o que torna a sensação de conquista sempre presente.

Decorando interiores

Ao longo do game e conforme a história evolui, novos NPCs vêm morar na cidade, e precisamos construir o local para que eles possam se abrigar. Com isso, se faz necessário a coleta de recursos para levantar o abrigo, além de podermos escolher quem vai morar naquele recinto específico. Tudo isso se mostrou bastante divertido ao longo do processo, e definitivamente tive um tempo generosamente proveitoso em Hokko Life.

O único ponto fraco talvez sejam os bugs visuais que aparecem de vez em quando, como um menu caso a mochila esteja cheia que não desaparece e faz com que seja necessário entrarmos em uma casa para que “o jogo atualize a interface e remova o respectivo menu”. Além do mais, os personagens podem ser considerados sem carisma algum por alguns, apesar de que eu mesmo consegui identificar a personalidade característica da maioria deles através das linhas de diálogos. Mesmo assim, todos são mudos, e não existe uma enciclopédia para lembrarmos “quem é quem” ou qualquer coisa que os identifique.

Surpreendente e, talvez, melhor do que o competidor

Hokko Life é um indie que não saiu com tanto alarde, mas sua surpreendente jogabilidade que parece saber exatamente o que torna Animal Crossing especial é de espantar. Tamanha qualidade também bate de frente com o título publicado pela Nintendo, já que aqui as coisas parecem infinitamente mais produtivas e não tem uma ligação ao relógio do console nem com o tempo do mundo real em que vivemos. Dito isso, se você gosta de jogos de decoração e mecânicas de fazendinha feitas de forma absolutamente brilhante e produtiva, Hokko Life é o que vai te satisfazer por horas e horas.


Trailer do Jogo


* Esta análise foi feita utilizando uma chave enviada pelos produtores

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Jason Ming Hong

Gamer desde o 1 ano de idade segundo meus pais. Jogo de tudo, porque o importante pra mim em um jogo é divertir. Gosto de jogos com uma boa história, investimento em gameplay sólido e, se rolar, um co-op de sofá. Também sou UX/UI designer, aquela galera moderninha que faz coisas pensando em quem vai usar. Aliás, agora edito o POWdcast, RÁ!