Em Project Nimbus: Complete Edition temos robôs voadores em batalhas que se assemelham muito às dos joguinhos de aeronoves de antigamente. Mas será que o jogo completa a missão ou será que ele grita Mayday? Aperte os cintos e vista sua gravity suit, pois algumas leis da física serão desrespeitadas hoje.


Ficha Técnica

Título: Project Nimbus: Complete Edition

Plataforma: Nintendo Switch

Tamanho: 5.4 GB

Desenvolvedora: GameTomo

Publicadora: GameTomo

Jogadores: 1

Em português: Não

Gênero: Ação, combate aéreo.

Save na Nuvem: Sim


Daemon X Machina, que tem previsão de lançamento para este ano, é um jogo um tanto quanto distinto da Nintendo, mas muito bem vindo nessa nova leva de jogos com uma pegada diferente dos clássicos Zelda e Mario. Porém, o jogo de hoje, apesar de ser muito semelhante ao citado acima e a alguns outros, é totalmente diferente deles.

História

Depois da 3.ª Guerra Mundial, a superfície da Terra ficou inabitável por conta da radiação. As nações vitoriosas ergueram suas cidades aos céus e formaram a Coalition of Free Nations, responsável por cuidar das cidades aéreas e da superfície.

Entretanto, a Children of Fallen Nations, um grupo de forças armadas dos países que perderam a guerra e não conseguiram erguer suas cidades, tem o objetivo de derrubar as nações do céu.

Assim, você controla vários personagens diferentes da Coalition of Free Nations, com o objetivo de se defender e atacar a Children of Fallen Nations.

 

Modos de jogo

Campaign

Modo normal da história, com três níveis de dificuldade. Em determinadas missões você tem a opção de escolha entre mechas diferentes.

Survival

É o modo survival básico. Você escolhe o mapa e o seu mecha entre vários disponíveis e tenta sobreviver às várias ondas de inimigos, que vão ficando cada vez mais difíceis. O modo é interessante para treinar os reflexos, experimentar robôs e locais diferentes.

Warfront

Neste modo, o jogador começa como um recruta, com a possibilidade de subir de cargo, escolher seu mecha e fazer vários upgrades. Os upgrades, entretanto, são limitados – como, por exemplo, o aumento de dano e armadura, não sendo possível colocar armas ou outros equipamentos.

 

Áudio

Todo o áudio do jogo é competente. A chamada para missões se dá de uma forma muito semelhante à de jogos de tiro em primeira pessoa e outros com temáticas de guerra moderna. Possui uma ótima dublagem em inglês e a opção de audio logs para quem quer se aprofundar a história, que é mais complexa e bem mais desenvolvida que o resumo acima.

Sua trilha sonora também é competente. Não é um primor, mas cumpre o prometido de ser somente uma trilha sonora. Para este tipo de jogo não é necessária uma trilha sonora excelente para existir a ambientação do jogador. Ela lembra muito as músicas de jogos como Ace Combat e Tom Clancy’s H.A.W.X, que são típicos jogos de aeronave, a fonte que Project Nimbus bebeu.

 

Arte gráfica

Infelizmente esse aspecto é um dos pontos fracos do game. Posso somente falar que é competente igual à trilha sonora. Os mechas são sensacionais, bem trabalhados e existem vários modelos, mas nem se compara a jogos grandes com anos e anos de experiência e orçamento milionário.

As fases são, às vezes, uma imensidão vazia no céu ou no mar. Outras vezes tem uma base aérea, uma cidade ou outras localizações e estruturas. Mas os cenários são genéricos, lembram realmente imagens de PsOne ou PS2, o que em determinados momentos pode ser frustrante.

Entretanto, esse não é o foco do jogo e devemos relevar, pois o forte mesmo é o próximo ponto.

 

Jogabilidade

Eis a melhor coisa desse game, a jogabilidade. Posso resumi-la como uma mistura entre Ace Combat, jogos de Hack ‘n’ Slash e Metal Warriors. Inclusive, muitos mechas lembram os robôs gigantes de Metal Warriors e é muito gratificante jogar com eles em um ambiente totalmente em três dimensões.

Apesar de parecer muito com jogos como Gundam e o atual Daemon X Machina, Project Nimbus se diferencia do primeiro por ter um foco maior em longas distâncias e ser muito mais rápido; e do segundo por ter mira automática, muito mais inimigos, tiros infinitos e uma mobilidade maior.

 

Durante a gameplay, a HUD lembra muito a de Ace Combat, mostrando seu armamento, a mira, uma seta indicando a localização inimigos e o radar.  Com as informações necessárias da localização sua e dos inimigos, o jogo é muito frenético e a ação não para.

Muitos mechas têm um boost que carrega conforme o tempo e é essencial para despistar mísseis e alcançar os oponentes. Existem vários tipos de armas, como mísseis, metralhadoras, lasers, espadas, e cada uma de suas variações, inclusive drones e escudos, o que aumenta demais as variações de jogabilidade. É possível alterar facilmente entre elas e tem até um botão próprio para seleção, que deixa o jogo bem lento e o jogador pode escolher a arma ideal sem sofrer muito com isso. E por falar em tempo, ele é essencial para o game.

 

São poucas as fases que possuem um timer ou limite de tempo e, quando tem, a maioria das vezes sua missão é apenas aguentar o ataque inimigo até os reforços chegarem. O problema com o tempo no jogo é que são tantos, mas tantos, mas tantos inimigos, que cada centésimo de segundo é crucial para a ação.

Para te dar uma melhor visualização, vou tentar resumir mais ou menos o que você faz em alguns segundos de jogo quando está em um momento de ação frenética:

  • Com a arma correta, você seleciona o inimigo e o derrota em poucos tiros;
  • A mira muda para o oponente mais próximo e já o derrota;
  • Suas balas acabam e carregam automaticamente, mas você não pode simplesmente esperar;
  • Troca para mísseis que acabam de forma rápida;
  • Já com uma terceira arma, enquanto as duas anteriores carregam; você precisa escolher um novo alvo e atirar novamente;
  • Enquanto você troca de arma, coloca outras para carregar, faz todas as ações acima, os inimigos estão se movendo rapidamente e você precisa virar a câmera para poder selecionar a mira neles;
  • Além disso, no meio de toda essa ação, cada oponente – e são muitos – está atirando todo tipo de projétil em você, e é necessário desviar deles com o boost para todas as direções e soltar os Flares sempre que carregam.

Percebeu como o jogo não para? Você usa todos os botões do controle ao mesmo tempo, inclusive os analógicos! Existem momentos em que o jogador precisa trabalhar com 3 dedos do mesmo lado do controle para dar tempo de fazer todas as ações necessárias. E essa jogabilidade complexa é muito satisfatória.

Apesar de parecer difícil, o jogo vai aos poucos te apresentando cada novo elemento, e as fases iniciais são justamente para te ensinar, começando com um ótimo e muito bem vindo Tutorial.

 

Uma jogabilidade tão frenética e complexa assim tem seu preço. Muitas vezes você não consegue prestar atenção no que estão falando no rádio, e são informações relevantes para a missão. Várias vezes eu não soube como derrotar um chefe, pois não havia conseguido ouvir ou ler o que estavam falando, então eu acabei morrendo para voltar e entender o que se passava.

Além disso, por mais satisfatória que seja a jogabilidade, o jogo não é tão interessante para longas jogatinas, sendo bem melhor aproveitado em gameplays curtas. E isso vai justamente ao encontro do melhor aspecto do Switch: sua portabilidade!

Tem 15 minutos de tempo livre? Saque seu Switch e jogue uma ou duas missões, sem preocupação. Com certeza você vai parar com aquele gostinho de quero mais, e é isso que torna esse jogo bom!!

 

Veredito

Project Nimbus: Complete Edition é recomendado para viúvos e viúvas de jogos de aeronave como Ace Combat, mas também para quem quer experimentar algo com uma jogabilidade bem diferente de tudo que já viram antes.

Foi pela curiosidade que me interessei pelo jogo e me surpreendi positivamente. Sua jogabilidade é excelente, compensando cada ponto negativo que ele pode ter. Ele é perfeito para jogatinas curtas, além de ser um jogo com uma dificuldade que respeita a si mesmo e ao jogador, mas não deixa de lado os desafios.

E aí, tem interesse no jogo? Comprou? Deixe sua opinião nos comentário!


Trailer do Jogo


Este review foi feito utilizando uma cóp ia enviada pelos produtores.