Olá pessoal! Vou tentar nesse post relatar um pouco da minha experiência com essa franquia sensacional.

Comecei minhas aventuras conhecendo Hyrule! Uma cidade linda, mas que sofre constantemente com uma ameaça devastadora. Hyrule é meio uma cidade medieval e alguns lugares são extremamente perigosos de ir sem uma espada e um escudo, pois há monstros por toda a parte! Ainda bem que há sempre alguém disposto a te ajudar no manuseio de arma tão perigosa.  A cidade ainda era jovem quando a visitei e seus contornos eram apenas em 8-bits. Era linda de se ver! Por falar nisso, quando for lá, não deixe de explorá-la! Ah! Quebre os vasos também! É uma tradição milenar na cidade. Lá é assim: você quebrou um vaso, o que tem dentro é seu! Fique rico!

Durante a minha vida gamer, vi o Link modificar seu visual, vi a utilização de armas épicas como bumerangues, arcos e flechas, bombas, cataventos e outras. Vi o mestre Koji Kondo compor uma trilha sonora magnífica que eu escutarei o resto da vida, sem enjoar. Sem falar que explorei as dungeons e que tive que usar a minha mente para resolver seus variados puzzles. Peguei Rupees, coloquei na sacola para comprar itens especiais que utilizei em minha aventura. Enfrentei uma névoa na floresta em apenas 16 bits, lutei contra chefões de todos os tipos e, finalmente, salvei a princesa Zelda.

Tal qual Homem-Formiga, reduzi meu tamanho e conheci um novo povoado, os Minish. Os Minish me ajudaram a forjar a minha espada, chamada Four Sword. Acessei locais que não podia sendo grande e utilizei essa vantagem pra resolver diversos puzzles. Me lembrarei sempre da ajuda que recebi desse povo bacana!

Em uma outra geração comecei minha aventura sendo apenas um garotinho que acha uma ocarina mágica. Vi uma fadinha ficar gritando “Hey, Listen!” o tempo todo no meu ouvido. Explorei campos e dungeons em 3D e tive uma sensação indescritível, para a época, de explorar um mundo inteiro. O jogo então amadureceu meu personagem e pude cavalgar a minha eguinha Epona (não é Pocotó) pelos campos de Hyrule. Numa sequência pude até utilizar máscaras para falar com seres de outras raças! As máscaras eram uma mais engraçada que as outras!

Cansado da mesmice, eu mudei! Peguei um barco a vela e desbravei os 7 mares. O vento me levava aonde eu queria, já que eu podia controlá-lo. Isso era possível graças a uma música que eu fazia movendo suavemente a minha batuta pelo ar. Aliás, descobri que podia fazer outras músicas com a minha batuta mágica e assim fazer coisas que não eram possíveis antes. Até me transportar de um ponto para outro no mapa utilizando um furacão eu conseguia fazer com minhas músicas. Se algum inimigo perigoso surgisse no mar, eu o atacava com meu poderoso canhão! O visual cartunesco foi bem criticado, mas era muito bonito de se ver (nem preciso dizer q sou fã do visual novo, né?).  Continuei minha aventura aquática em um ambiente menor, de duas telas. Que coisa fantástica viver minha aventura em qualquer lugar que eu fosse. Impressionante eu carimbar uma localização no mapa apenas fechando o console portátil. Que sensação incrível essa de descobertas que o mestre Myiamoto nos proporcionou ao longo desses 30 anos, né?

Tal qual Seu Madruga, Link fez de tudo pra sobreviver! Em uma outra aventura portátil virei um maquinista. Lutei ao lado da princesa Zelda que teve seu corpo roubado para fazer um ritual, mas seu espírito permaneceu sempre ao meu lado. A partir daí ocorreram vários atos de possessão espiritual! Zelda invadia o corpo de alguns inimigos e os controlava, auxiliando-me em minha aventura. Descobri novos trilhos que, juro, não estavam lá antes e resolvi quebra cabeças para atingir meus objetivos.

A sessão terror continuou! Virei um lobisomem. Desta vez fui auxiliado por Midna. Descobri que, agora, sou destro e não mais canhoto como nos jogos anteriores. Pude cavalgar novamente a minha Épona! Peguei minha Master Sword, lutei contra o terrível Ganondorf! Lutei tanto como um lobo feroz quanto como um herói lendário! Andei embaixo d’água como se do mar fosse! Fui um herói versátil utilizando tudo ao meu alcance para realizar a missão dada a mim pelos deuses.

Desbravei os céus  utilizando a minha Crimson Loftwing! Apontei a Goddess Sword para o céu e, numa rápida espadada, cortei o ar com um raio de luz devastador! Descobri que Zelda viveu a aventura junto comigo e que ela foi importantíssima para que eu obtivesse êxito! O controle de movimento me fez ter espada e escudo nas mãos (que precisão e que imersão isso nos proporcionou).

Por fim, resolvi resgatar as minhas origens! Voltei à boa e velha Hyrule. A mesma que explorei anteriormente em 16 bits. Agora, porém, pude ir às dungeons na ordem que eu quisesse, conforme a minha vontade, bastando somente ter os itens certos para acessá-las. Virei uma obra de arte em 3D e, com isso, caminhei em paredes e descobri novas possibilidades. Tal qual um grande artista, pintei minha própria história nas paredes das dungeons!

Ao longo de toda a minha história com esses jogos usei galinhas como paraquedas, ajudei aldeãos com problemas e derrotei muitos, mas muitos, inimigos. Fui músico, fui lobo, fui herói! Realizei tudo que o destino tinha pra mim nas diversas eras nas quais reencarnei. Link é um personagem muito interessante: simples e puro de coração! Ser ele por algumas horas é indescritível!

Nesses 30 anos me sinto na obrigação de agradecer ao mestre Myiamoto por esse clássico! Pelas histórias e por sua jogabilidade refinada (como esse gênio faz sempre)! Principalmente pelas memórias (que tentei dar uma resumida acima)!

Após esse “breve” relato, seguem algumas curiosidades sobre a franquia:

1) Link é baseado em Peter Pan – Shigeru Miyamoto, em uma entrevista ao Gamespot, afirmou que eles fizeram o Link baseado no personagem Peter Pan do Walt Disney.

2) O nome Zelda é, na verdade, o nome da filha do escritor Scott Fitzgerald.

3) Link é, na maioria das vezes, canhoto – Essa condição foi modificada apenas nos jogos do Wii, pelo fato de usar o controle de movimento.

4) Easter Egg de Star Fox em Majora’s Mask – há um easter egg em Majora’s Mask relacionado ao posicionamento das máscaras. Veja o vídeo abaixo:

 

5) Triforce e os personagens – A Triforce é, como vocês devem saber, a junção de três triângulos equiláteros que representam: a coragem, a sabedoria e o poder. Dessa forma, há quem diga que isso está relacionado diretamente com os personagens, sendo cada um deles um triângulo da Triforce. O Link representaria a coragem, a Zelda a sabedoria e o Ganondorf o poder. Essa teoria faz um pouco de sentido, na minha opinião!

6) Timeline – A imagem abaixo ilustra a timeline dos jogos. Para você que curte essa série, tem um ótimo livro (em inglês), escrito pelo Myiamoto, contando toda a história do desenvolvimento. Vale muito a pena ler! Inclusive, lá tem essa linha do tempo descrita (mas está desatualizada). Além das histórias, livro conta com várias ilustrações impagáveis. O nome do Livro é “Hyrule Historia” e é encontrado facilmente nas grandes livrarias e nas lojas da internet!

Zelda - Timeline

É isso aí pessoal! Espero que tenham gostado do post! E que venham mais 30 anos de muitos jogos dessa excelente franquia.

E você? O que mais gosta? O que se lembra? Deixe seu comentário abaixo.

Até a próxima!