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[REVIEW] Monster Hunter Rise – Chamem o Ibama!

Monster Hunter está de volta provando que caçar os mesmos monstros nunca fica chato! Rise tenta inovar um pouco a série enquanto tenta beber da fonte de world, mas será que deu certo?


Ficha Técnica

Título: Monster Hunter Rise

Plataforma: Nintendo Switch

Data de lançamento: 26/03/2021

Tamanho: 7.1 GB

Desenvolvedora/Publicadora: Capcom

Jogadores: 1-4

Em Português: Sim

Gênero: RPG, Ação

Save na Nuvem: Sim

Classificação: 12 anos

Preço no Lançamento (BR): R$ 299,00

Preço no Lançamento (US): US$ 59,99


História 

Dizer que o forte de Monster Hunter é sua história seria um erro colossal. A trama é quase sempre rasa e serve como desculpa para você caçar monstros, mas ainda assim é sempre interessante ver o que está por trás de sua vida de caçador.

Em Rise, você terá que lidar com o Frenesi, um evento que ocorre de tempos em tempos em que os monstros se unem para atacar locais, o que obriga os caçadores e cidadãos a se unirem para combater o exército de monstros.

A grande questão aqui, é que até então ninguém nunca entendeu o motivo disso acontecer. Cabe a você (obviamente) resolver o mistério.

Gráfico

Rise é muito bem detalhado e tem um cenário bonito, especialmente quando todo o jogo é feito com base no Japão feudal e na época dos samurais.

Obviamente o switch tem suas limitações, então não espere por um cenário bonito como os de World. Além disso, apesar de Rise também investir em um mapa mais aberto, ele é bem menos pretencioso do que os mapas de World.

Para compensar o grande número de itens e detalhes, muitas texturas são um pouco “planas” com um pouco de desfoque, mas nada que atrapalhe.

O maior problema, para mim, é que, para conseguir o nível de detalhe dos mapas e personagens, foi preciso sacrificar algo: o jogo roda o jogo a 720p no dock e não a 1080p. Já no modo tablet o gráfico cai para 520p. Isso é algo com o que você acaba se acostumando (ou aprende a ignorar), mas muitas pessoas se incomodam com esse tipo de detalhe.

Jogabilidade

Se você nunca jogou um jogo da franquia antes, seu papel como um caçador é matar os grandes monstros que vivem no mundo ao seu redor e podem ameaçar a vida das pessoas.

Diferente da maiorias dos RPGs, seu personagem não ganha leveis. Para ficar mais forte, você deve juntar partes dos monstros, como ossos e escamas. Esses recursos são usados para criar armas e armaduras melhores, sendo essa a parte mais legal do jogo!

Monster Hunter sempre teve uma jogabilidade clássica que pouco mudou ao longo do tempo, exceto pela adição de pequenos detalhes, e Rise investiu nesses pequenos detalhes para tornar o jogo um pouco mais dinâmico.

Primeiramente além de seu Amigato, agora você leva outro parceiro: o Amicão! Esse novo parceiro também vai lutar ao seu lado, mas vai servir como montaria para que você possa se mover mais rapidamente pelo mapa.

O Cohoot, uma coruja, te mostra os monstros que estão no mapa. Pois é! Dessa vez você sempre saberá onde eles estão, o que pode ser bom para alguns. Eu particularmente sinto falta de caçar minha presa buscando pistas espalhadas no mapa.

Já o Cabinseto, inspirado no gancho de World, te ajuda a explorar o mundo e permite alguns ataques diferentes em suas presas. Particularmente, eu achei que eles podiam ter explorado melhor essa mecânica.

A parte mais legal do Cabinseto acontece quando dois monstros brigam por território, sendo que a criatura que começa levar a pior nesse embate pode ser montada e “pilotada” de forma que você pode controlar a briga por alguns segundos. Isso é bem divertido, e ajuda a matar sua presa.

É bom ressaltar ainda que o monstro que você abater derrubará alguns itens que poderão ser usados na forja de armas e equipamentos.

Por fim, a fauna e flora foram expandidas com novos recursos que podem te ajudar no combate e na sobrevivência. Existem animais que poderão aumentar temporariamente seu ataque ou sua defesa; te curar e, até mesmo, te ajudar a guiar os monstros para que eles lutem entre si. São coisas pequenas, mas que tornam Rise especial.

O Rampage

O maior diferencial do jogo é modo Rampage. Como a história lida com o frenesi, onde monstros atacam sua vila. Não seria justo não incluir isso no jogo.

Durante o modo Rampage, sua vila será atacada e cabe a você (e seus amigos, se estiver jogando online) defendê-la.

Esse modo funciona como um tower defense. Existe um caminho pelo qual os monstros atacarão, e você precisa colocar armadilhas para impedi-los ou atrasa-los, tudo isso enquanto luta contra eles.

Esse modo é dividido em ondas, que são compostas de três monstros diferentes e um chefe, que nada mais é do que uma versão mais forte dos monstros que te atacaram.


Sinceramente, é um caos. Mas é um caos bem divertido!

Considerações finais.

Desde World, a Capcom parece interessada em expandir sua franquia para que ela atraia novos jogadores. É claro que Monster Hunter sempre será um jogo de nicho com um combate mais lento, o que desagrada muitas pessoas.

Eu indicaria Rise para quem já é fã e gosta da franquia, pois encontrarão um jogo sólido e com o que há de melhor na franquia, além de pequenos detalhes que tornam a experiência mais agradável.


Trailer do Jogo


* Este review foi feito utilizando uma chave cedida pela desenvolvedora

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Will

Escritor, gamer e youtuber nas horas vagas! Sonha em dia criar um jogo que domine a industria gamer, alem de produzir livros, filmes e criar seu próprio império do entretenimento.

One thought on “[REVIEW] Monster Hunter Rise – Chamem o Ibama!

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