Acompanhar uma E3 ou Gamescom nos dá muita vontade de um dia estar presencialmente em espaços como esses, é isso que a Brasil Game Show tenta trazer todo ano para aquele brasileiro que não tem condições de viajar ao exterior para viver essa experiência. A décima edição da BGS ainda não chegou no patamar das feiras internacionais, mas vem se tornando, cada vez mais, um evento obrigatório para os brasileiros amantes de videogames.

Para comemorar os seus 10 anos, a Brasil Game Show trouxe convidados ilustres como Hideo Kojima, Ed Boon, Phil Spencer e Bredan “Playerunknows” Greene, todos muito acessíveis ao público. Além de nomes consagrados da indústria, a presença de Cosplayers, Youtubers e criadores de conteúdo na internet só engrandeceram ainda mais o evento, que contou também com os já conhecidos campeonatos de League of Legends e CS:GO.

As atrações principais não poderiam decepcionar e, apesar de alguns problemas, os jogos foram o ponto alto da feira. Títulos como Cuphead, Destiny 2, FIFA e PES 2018 chamaram a atenção, mas aqueles ainda não lançados foram os mais procurados, Far Cry 5, Ni No Kuni 2 e Assassins Creed Origins foram agradáveis supresas. Sony e Microsoft, com propostas totalmente diferentes, trouxeram os dois melhores títulos da BGS 2017: Detroit: Become a Human e Sea of Thieves. O primeiro te prende pela adrenalina e a rapidez com o que te faz comprar a ideia do jogo, onde você é um Androide programado para salvar uma refém, para isso ele te dá diversas ferramentas de investigação e tomada de decisões, usando a tecnologia como base para tantos recursos; já o game de pirata empolga pelo multiplayer, te colocando em uma tripulação onde o trabalho em equipe e divisão correta das tarefas são essenciais para o sucesso da missão, o envolvimento da equipe da Microsoft em cada partida ajudaram ainda mais a sairmos da estação com um grande sorriso no rosto.

A organização dos estandes poderia ser melhor e algumas tentativas dessa melhora não pareceram dar muito certo, ainda assim o empenho de uma equipe bem treinada deixou esse problema de lado. A Sony adotou uma medida inédita para os títulos mais concorridos de PS4 e PSVR, para experimentá-los era necessário reservar horários através de um aplicativo. Funcionou muito bem para aqueles que conseguiram uma vaga mesmo com a lentidão do aplicativo e a falta de sinal de internet, pois era só chegar e jogar, mas os problemas acabaram mais frustrando do que melhorando a organização para os fãs. A Microsoft mais uma vez mostrou como se faz uma BGS, com um estande ainda melhor que do ano passado, com mais atrações (Xbox One X, inclusive), convidados e uma equipe muito mais empenhada em proporcionar uma experiência épica aos visitantes. Bons jogos, organização e pouca procura era o que havia na área indie do evento, um dos melhores espaços da feira, fizemos um post especial sobre esses projetos promissores.

Apesar das grandes atrações e pelo evento marcante, é impossível ignorar a ausência da Nintendo na BGS. Já estamos acostumados a ter a Big N representada apenas pelos fãs aqui no Brasil, seja em Cosplay, camisetas ou no icônico chapéu do Mario, esse ano tivemos até um Rabbid Mario no estande da Ubisoft. A cada nova BGS, a presença da Nintendo na feira parece mais improvável, nem o primeiro ano do Switch no mercado atraiu a empresa à maior feira de games da América Latina, e a saída do Brasil não deve ser o motivo principal para essa recusa. Mesmo quando era representada oficialmente por aqui, a Nintendo não participava da BGS, muito por causa da diferença de abordagem que a empresa tem com os fãs e também pela filosofia de ter o controle em seus próprios eventos, um exemplo é o evento de lançamento do Wii U aqui no Brasil, que aconteceu em Novembro de 2013, data muito próxima da BGS daquele ano.

Enquanto a Nintendo perde a oportunidade de participar dessa festa que é a Brasil Game Show, já estamos ansiosos para 2018 e alguns dias de muitos jogos bons, encontros com pessoas incríveis e uma atmosfera sem igual em eventos por aqui. Até o ano que vem!