Não é novidade que a Nintendo pretende expandir seus negócios e investir em novas áreas que incluem o lançamento de filmes de suas franquias, desenvolvimento de equipamentos médicos e até jogos para outras plataformas que não seus consoles. A Nintendo já iniciou esse processo com o desenvolvimento de alguns jogos para smartphones como Pokemon Go que deve ser lançado em breve e também com a produção de aplicativos como o Miitomo que fez muito sucesso.

Alguns anos atrás dirianos que isso era impossível, mas a Nintendo mostrou que vai passar por grandes reformas e jogos para smartphones são apenas o começo.

O que poucos perceberam ou não deram tanta atenção assim é o fato da Nintendo ter mencionado em seu relatório fiscal que pretendia investir em softwares para computadores. Até o momento é impossível dizer o real significado disso, pois um software abrangeria tanto programas quanto jogos. Visto que ela tem investido em jogos para smartphones, não seria estranho se ela investisse em jogos para computador, uma vez que esse é um setor em grande crescimento e muito rentável.

Apesar de que muitos fãs de longa provavelmente não irão ver essa notícia com bons olhos, ela é no mínimo interessante. A Nintendo não precisa necessariamente seguir os passos da Microsoft e lançar seus próximos jogos tanto para o PC quanto para o NX, para investir na plataforma. Ela poderia lançar jogos projetados exclusivamente para o PC ou relançar jogos antigos para ele, o que já garantiria uma grande venda.

Imagine o numero de vendas que esse jogo teria se fosse relançado na Steam!

Mesmo que ela resolva lançar jogos para ambas as plataformas, isso não seria necessariamente uma perda aos jogadores, imagine que o próximo Smash ou Mario Kart saiam ambos para NX e para o PC, com suporte a partidas entre ambas as plataformas! Isso não apenas aumentaria a base de jogadores participando das partidas, quanto aumentaria a vida útil do jogo ao mesmo tempo que gera um aumento significativo nos lucros da Nintendo, que podem ser revertidos a novos projetos ou em melhorias aos títulos, por meio de DLCs pagas ou gratuitas (preferencialmente!).

Mas e aí, a perda de exclusividade é ruim?

Quando a Microsoft anunciou que venderia alguns de seus jogos exclusivos para PC, muitas pessoas criticaram a ideia e alegaram que isso diminuiria a venda dos consoles, pois agora as pessoas poderiam deixar de comprá-lo para ter um computador. O mercado ainda se encontra em um momento onde não é possível medir se essa decisão foi boa ou ruim e o que poderíamos esperar da Nintendo se ela fizesse o mesmo. Existe uma série de fatores a serem levados em conta:

  • Existem pessoas que não gostam de jogar em um computador e não trocariam seus consoles por um.
  • O preço de se montar um computador para jogos é mais caro que um console, mesmo fora do Brasil, apenas uma GTX 950, que é considerada uma placa de entrada, custa hoje aproximadamente 150 dólares, sendo que existem placas que chegam a custar mais  do que os próprios consoles (um Xbox One por exemplo custa 300 dólares) e ainda é preciso colocar as outras peças na conta.
  •  Mesmo a Microsoft disponibilizando seus jogos para o computador, muitos jogadores ainda optaram pela compra do console do que de um computador.
  • O computador não necessariamente daria ao jogador toda a experiência do jogo de um console da Nintendo, imagine por exemplo que se ela tivesse lançado os jogos do Wii U na Steam, esse público não teria acesso a segunda tela do controle, de forma que embora jogassem o mesmo jogo, a experiência ainda seria diferente.
  • Talvez uma das principais razões para quem é fã de console continuar a comprá-lo é que os jogos que você compra são compatíveis com aquele console, ou seja, você não precisa ficar se preocupando se a sua placa gráfica irá aguentar ou se o seu processador é o correto para rodar aquele tão esperado jogo.

Se isso vier acontecer, pode ser feito de varias maneiras e pode tanto dar certo como errado, existem prós e contras com essa iniciativa e apenas o tempo dirá o que realmente aconteceria. O que você, como fã e consumidor apensa sobre esse assunto?