Tendo em vista a proximidade de lançamento do Switch, o nosso leitor Emanoel Vitor Barbosa nos deu uma sugestão de termos uma retrospectiva do Wii U. Por isso, preparamos essa série de posts em que contaremos post a post os anos de vida desse console tão bom e que tantas alegrias nos deu, leia também a Parte 1Parte 2, Parte 3 e Parte 4 dessa retrospectiva. A despedida do Wii U tinha tudo para ser melancólica, foi um ano com muitos Gap’s entre os lançamentos, que não atraíram a atenção nem daqueles que apostaram no console até o final, a chegada do Switch e o baixo valor de vendas contribuíram para um fim trágico, mas sabemos que não foi tão ruim assim.

Aceitando o inevitável

Com o Switch, ainda conhecido como NX, já confirmado pela Nintendo, as chances do Wii U gerar algum retorno no ano de 2016 eram realmente pequenas e a própria Big N sabia disso, mesmo nunca confessando publicamente. O ano começou com 3 lançamentos de nome mas que estão longe do nível que vimos enquanto o Wii U ainda poderia render o esperado; o remaster de Twilight Princess foi o primeiro e agradou muita gente que considera-o um dos melhores da franquia; Pokkén Tournament foi portado dos Arcades e a falta de suporte acabou não atraindo nem os fãs de Pokémon; Star Fox Zero pode ser considerado o lançamento do ano para o Wii U, mas os controles peculiares e a falta de um online acabou decepcionando alguns jogadores.

Star Fox Zero dividiu opiniões
A postura conservadora da Big N, mantendo a confiança daqueles que apostaram no Wii U e não arriscando muito com esses jogos “já prontos”, só provou que o foco não era mais o seu console de mesa e que era apenas questão de tempo para o fim do suporte oficial ao Wii U, mesmo com a vinda de Paper Mario: Color Splash em Outubro. O tempo (e grana) investidos no mercado de smartphones e no 3DS aumentaram essa certeza, jogos portados para os Mobiles e o descaso com o desbloqueio do Wii U só convenceram até os mais entusiastas que a mudança de plataforma estava bem próxima.

Passando o Bastão

A transição entre Wii U e Switch foi o grande objetivo da Big N nesse ano, podemos dizer que deu resultado na valorização do novo console da Nintendo, mas foi o decreto oficial da morte do Wii U. Sendo deixado de lado, muitas vezes, para dar espaço ao seu sucessor e tendo apenas seus erros como parâmetros para projetar o sucesso do Switch, o Wii U acabou encalhando nas vendas, tendo apenas 1,5 milhões de Unidades enviadas para as lojas em 2016 (pior que o PS Vita), mas ainda havia um motivo especial para ter o console.

Mais uma vez adiado, The Legend of Zelda: Breath of the Wild foi o grande destaque da E3 da Big N, que teve belo trailer do game logo na abertura e depois contou com a querida Tree House, onde vimos diversos gameplays de Breath of the Wild rodando diretamente no Wii U. A falta dessa obra-prima no Wii U poderia encadear diversas consequências até para o Switch, mesmo esse sendo o maior motivo do game não ser um exclusivo para o novo console, não há dúvidas que foi um dos poucos acertos da Big N nesse ano do Wii U.

Sobreviverá muitos anos

Vimos em toda a nossa retrospectiva quantas turbulências o Wii U enfrentou, mas quem teve sabe o potencial do console e suas qualidades, muitos apostam que o sucesso do Switch, caso ele ocorra, passa muito pelo que foi o Wii U. Mesmo com todos os erros da Big N e a necessidade do retorno financeiro, não é uma passagem de geração que “matará” o Wii U, apesar do fim do suporte online e o Switch forçarem essa troca de console.

Se faltaram vendas para o Wii U ser um sucesso, com certeza o console leva diversos outros “prêmios” no quesito Diversão, Grandes Jogos e Melhores Exclusivos, aí não há concorrência para o Wii U. Um console que foi contra toda filosofia gananciosa da indústria e nos levou de volta à experiências que uniu nostalgia com uma roupagem HD, renovou franquias lendárias e estreou franquias novas com grande potencial e foi até o fim um console para o Nintendista Hardcore e o Casual, é isso que o tornará inesquecível. Quem perdeu nessa geração não foi o Wii U e sim quem não teve o prazer de jogá-lo.