As principais conferências da E3 de 2016 já aconteceram, as empresas já mostraram seus principais lançamentos e a poeira já baixou!  Mas a pergunta que fica é: ela convenceu?

Nintendo

Por mais que Zelda tenha sido uma grande surpresa, a Nintendo pecou e muito em sua apresentação =/

No dia de sua apresentação oficial (14 de junho), apresentou dois jogos: Pokémon e Zelda, sendo este último o mais aguardado dos últimos anos. Pokémon, exceto uma mudança ou outra, continua fiel à franquia estabelecida e traz muitos Pokémons novos.

Já o The Legend of Zelda finalmente ganhou um nome à altura de sua espera: “Breath of the Wild”. O jogo está lindo graficamente e trará novas mecânicas de jogo, algumas das quais eu, particularmente, estou com um pé atrás, mas prefiro esperar pra ver. No momento, vou me limitar a criticar esse jogo em apenas um sentido: a apresentação. Pra variar, a Nintendo não deu a mínima para a apresentação da E3 e colocou um evento treehouse para ser exibido durante a maior feira de games do mundo. Eu esperava muito mais dessa apresentação, queria ver algo épico sendo apresentado.

Queria ver o trailer com a Zelda Symphony tocando as principais músicas da franquia enquanto o trailer é exibido e, ao revelar o título, tocar a música tema de Zelda (chego a arrepiar só de pensar nessa possibilidade). Queria ver a plateia vibrando como nos anúncios de Final Fantasy 7 e Shenmue do ano passado! Eu queria! Mas não pude ver! Porque a Nintendo mais uma vez fez seu evento a portas fechadas! E durante várias fatídicas horas tivemos que assistir um gameplay monótono que mostrou o começo do jogo (que tradicionalmente nas franquias é a parte mais “parada” dos jogos). Sinceramente eu não aguentei!

Queria ver a demo do jogo sendo liberada pra todo mundo só para dar um gostinho no pessoal! Pra sentir o jogo, saber como ele é, sua jogabilidade, seu impacto visual, enfim, queria mais do que um gameplay sem sentido de um cara qualquer!

O desabafo acima é o desabafo de um fã da franquia (eu) revoltado com a forma com que uma das franquias que eu mais gosto (se não for a que eu mais gosto) foi apresentada: com total desdém. Por isso, caros leitores, fico extremamente animado com o que está por vir nesse jogo, mas fico totalmente frustrado com a apresentação que me foi dada.

Fora isso, ficou pra mim a convicção de que esse jogo está pronto, mas a Nintendo segurará (por alguma estratégia) o lançamento até começarem as vendas do NX.

Novos consoles

Não temos uma imagem oficial do novo e mais poderoso Xbox, mas podemos imaginar que compartilhara da aparência do One e e seu novo irmão menor, o One S.

Novos consoles mais potentes no meio de uma geração é algo para se preocupar, principalmente por que isso pode representar uma quebra do conceito de “console”. Me preocupa muito o fato de que, no futuro, teremos que olhar requisitos de um jogo para saber se ele rodará com perfeição nos consoles. E não precisamos nem ir muito longe para constatar tal fato! A queridíssima Big N já deu uma palinha do que está por vir com o seu console New 3DS e o lançamento do jogo Hyrule Warriors Legends (que promete rodar tanto nos portáteis 3DS antigos quanto nos new 3DS). Acontece que o jogo, como você já deve ter ouvido falar, não roda bem no modelo antigo e isso você só descobre ao comprar o jogo. Estou com receio de que a mesma coisa acontecerá com os consoles de início desta geração, ou seja, que você tenha que ficar procurando na internet pra saber se o jogo rodará de forma satisfatória no seu console antigo! Isso é ou não é conceito de PC? Eu tenho mais receio ainda de que essas atualizações de consoles virem uma prática do mercado.

Jogos

Os jogos foram bem variados esse ano. Tivemos RPGs, ação, survivor horror, hack’n’slash, e alguns remakes de jogos tradicionais anunciados. Franquias grandiosas tiveram confirmações (Gears of War, God of War, Resident Evil), Last Guardian confirmou a data de lançamento e tivemos outros jogos (que podem virar franquias no futuro) surgindo. Sem falar no anúncio do novo Zelda mencionado no início do post.

Esse foi um ponto positivo desta E3, apesar da pegadinha do Crash Bandicoot (que eu esperava ansiosamente por um novo jogo)! Mas confesso que um remake dos 3 primeiros jogos virá bem também.

VR

Realidade virtual, imersão e possíveis dores de cabeça combinadas em um único aparelho.

A nova tendência do mercado de games é a realidade virtual. Como disse no 4º programa do powdcast (previsões para a E3), é uma tecnologia que eu ainda fico com um pé atrás, visto que ainda não sei quais são os impactos físicos que isso pode causar (vide 3DS que causa tonturas, dores de cabeça, etc) e ainda não vi uma utilização boa o suficiente para justificar você usar o acessório. Você continuaria a ter que jogar sentado com o controle nas mãos, a menos que queira causar um acidente doméstico. Fora que, como dito no referido powdcast, até que ponto você jogar com uma emissão de luz próximo ao seu olho pode te prejudicar? Por enquanto ainda está muito cedo pra falar sobre se VR dará certo ou não, por isso vamos acompanhar o desenrolar dessa história.

Conclusão

Esta, pra mim, foi uma das piores E3 dos últimos anos, com alguns pontos positivos, mas se comparada com os anos anteriores, você verá que “esfriou” muito. Mas essa é uma opinião pessoal, gostaria de ouvir a sua. Deixe nos comentários o que achou desta E3.