Fãs Nintendistas, ansiosos a cada rumor que aparece do NX e empolgados para o que pode vir a ser esse novo console, uma preocupação, após o último rumor, vem deixando muitos gamers (esse que vos fala, por exemplo) com um pé atrás com uma possível nova estratégia de mercado da empresa.

A nova onda de notícias que circulam pela grande rede diz que o novo console da Nintendo receberá mais jogos first-party que qualquer aparelho que já foi produzido pela empresa, ressuscitando algumas franquias esquecidas e até portando alguns projetos e jogos originais do Wii U. Claro que tudo deve ser tratado como rumor, mas fica a pergunta: como a Nintendo manterá a qualidade produzindo numa escala tão pequena de tempo?

Empolgou

Essa especulação agradou uma boa parte de jogadores hardcores, já que o hiato de lançamentos do Wii U deixou, muitas vezes, os mais apressados com aquele gosto de vazio durante alguns meses, sem contar que comprar jogos no lançamento é algo para poucos brasileiros, então o Wii U funcionava apenas para acesso à internet, Netflix ou Youtube enquanto você namorava aquele jogo que desembarcaria no Brasil pelo preço de um rim.

Para os jogadores mais casuais ou aqueles que não possuem muito tempo para desfrutar dos excelentes jogos do Wii U, a espera não era tão dolorida, então a tendência será ver sua estante ainda mais cheia de jogos antigos que você, um dia, pretende terminar.

Thirds: Peça chave

Sendo a maior preocupação daquele Nintendista, que tem medo de ver um Mario Kart medíocre ou um Mario 3D feito de qualquer jeito, a qualidade dos jogos para o NX, há um caminho, longo e difícil, para a Nintendo conseguir aliar seus excelentes jogos com a frequência de lançamentos para atender aquele fã mais assíduo – rico e com mais tempo.

As thirds estão de olho no próximo console da empresa, mas a arrogância e preciosismo nessa parceria pode colocar tudo a perder, principalmente depois das tretas com o Wii U e da falta de jogos até para PS4 e XONE, ou seja, a Nintendo precisa fazer muito mais do que as concorrentes e do que foi feito no Wii U para atrair outros estúdios.

Remaster? Sai pra lá!

Se tem algo pior do que entregar jogos feitos de qualquer jeito, é fazer jogos remasterizados de qualquer jeito, mesmo que alguns curtam e que a Nintendo tenha capacidade de portar ou refazer seus grandes games, porém seria decepcionante ver um NX versão PS4 da Nintendo ou sendo algo muito convencional como o XONE.

Deixando o fanboyolismo de lado, já sabemos que a chance de pintar jogos remasterizados no NX é muito grande, mas a quantidade e frequência é que dirá se o console merecerá o título de console de reciclagem ou se realmente se tornará aquilo que esperamos (mas um remake de Super Mario RPG seria muito bem-vindo).

Franquias Esquecidas e Sequências

Outra estratégia da Nintendo para manter a hype de muitos jogos lançados, caso ela não consiga cumprir com isso por conta da qualidade, é ressuscitar franquias que a empresa deixou de lado como Metroid (por favor Nintendo, nunca te pedimos nada) e F-Zero. Claro que a chegada desses jogos não poderá substituir possíveis sequências de nomes de peso do Wii U, como Splatoon, Mario Maker e Xenoblade, e sim agregar à biblioteca do console.

As sequências de jogos que marcaram outros consoles Nintendo também seriam um trunfo para o NX ser um sucesso sem precisar de jogos a cada mês, quem não quer um Super Mario Galaxy 3, Super Mario Sunshine 2, Luigi Mansion 3 ou Diddy Kong Racing 2 (tudo em HD, que delícia), ports como foi Bayonetta no Wii U completariam muito bem esse catálogo no NX, mas aí o buraco é muito mais embaixo.

Que o NX mantenha a excelência

Um novo produto de uma grande empresa como a Nintendo com certeza causaria esse reboliço todo que o NX vem causando com a indústria de games e para não ficar só na promessa e decepcionar seus fãs e haters, há muitas mudanças a serem feitas quanto ao Wii U, desde que não fira o seu principal legado: a excelência em fazer grandes jogos.

Perder a identidade para alcançar metas fiscais ou números de vendas compensatórias é o que mais vem acontecendo com o crescimento do mercado gamer, mas a Nintendo nunca precisou disso e não é agora que deve abrir uma exceção, mesmo cedendo um pouco nos últimos anos.

Há muito o que melhorar de um console que vende apenas 12 milhões globais para outro que se espera um feito nessa geração, mas isso não significa que a empresa deve ceder a qualquer vontade que o mercado quer e pensar apenas na representatividade numérica que o NX pode ter, mas sim agregar nas melhorias pontuais e tornar o console um marco de vendas e excelentes jogos.

Estamos à espera do NX e por favor Nintendo não nos decepcione, mesmo que o console seja um fracasso nas vendas.