Um camaleão e um morcego têm que enfrentar um inimigo que quer dominar o mundo com……… abelhas? Mas será que isso pode ser bom? Veremos no review de hoje!


Ficha Técnica

Título: Yooka-Laylee And The Impossible Lair

Plataforma: Nintendo Switch

Tamanho: 4,6 GB

Desenvolvedora/Publicadora: Playtonic Games/Team17

Jogadores: 1

Em Português: Não

Gênero: Ação/Aventura/Plataforma

Save na Nuvem: Sim

Classificação: Livre


Antes de mais nada, quero deixar claro que não terminei este jogo, mas joguei suficientemente para poder dar o meu parecer para vocês até o momento exato em que eu parei (final do jogo). Nas linhas abaixo relatarei nada menos do que a minha experiência, e este texto é uma tentativa de ajudar jogadores que querem comprar este título.

História

A história é bem simples! O seu arqui-inimigo, Capital B, planeja dominar o mundo de uma forma inusitada: ele utilizará um novo dispositivo que escraviza abelhas e cabe a Yooka e a Laylee impedí-lo.

E já nos primeiros minutos de jogo, ainda na apresentação da história, temos nosso primeiro contato com o Impossible Lair, que nada mais é do que a fase final do jogo. Lá temos a possibilidade de enfrentar o último chefe do jogo, e, como é de se esperar, provavelmente fracassaremos.

Após o provável retumbante fracasso, somos apresentados à solução dos problemas: resgatar abelhas que estão aprisionadas pelo Capital B. Mas para que elas servem? Onde vivem? O que comem? É o que veremos no Glob……. Pera! Isso não é aqui!

Brincadeiras à parte e voltando ao review, as abelhas servirão como uma proteção extra na última fase do jogo. Para ficar fácil o entendimento, imagine que você tenha normalmente direito a dois “corações” durante o jogo. Tomou um golpe? Um coração vai embora fazendo com que o Laylee (morcego) vá embora e te deixe sozinho. Tomou o segundo? Yooka morre!

Cada abelha resgatada te dá um coração a mais, porém isto somente acontece durante a fase Impossible Lair. Considerando que são 48 abelhas resgatáveis durante todo o jogo, você poderá ter até 50 corações para usar durante esta fase. Mas antes de falar da batalha, vamos falar da jogabilidade.

Jogabilidade

Este é um jogo de plataforma que nos remete aos clássicos jogos Donkey Kong e ao recente DK Tropical Freeze. Em uma única jogada é possível perceber elementos que fizeram a franquia do Kongão da massa ser tão amada. Barris que te jogam de um lado para o outro, bananas, letras K-O-N-G, está tudo ali, mas com novas roupagens: aqui as bananas são penas, as letras são moedas numeradas, os barris explosivos são pequenos canhões que te atiram para áreas antes inacessíveis, os barris DK (que “ressuscitavam” o Diddy) são sinos com asas, dentre outras pequenas diferenças. Até o sistema de ataque em que o Donkey Kong faz um “rolamento” está presente neste jogo.

Além disso, a exploração do mapa do mundo me lembrou um pouco Banjo-Kazooie, o que me agradou bastante. O mundo é mutável e em vários momentos você terá que interagir e ajudar personagens para liberar algo aqui e ali. Em tempo, um outro fator que é um pouco chato é o excesso de diálogos entre os personagens. Problema que foi importado de Banjo-Kazooie, inclusive nos grunhidos emitidos pelos seres habitantes daquele mundo.

Mundo explorável

Durante as explorações você verá que são várias fases disponíveis, e cada uma delas é composta por variados desafios de plataforma. Um outro aspecto interessante a se mencionar é que cada fase tem uma versão alternativa. Por exemplo: se você está em uma área com um livro (representa a fase) e consegue fazer um córrego molhar o livro, a mesma fase que você acabou de jogar agora está alagada (a figura abaixo ilustra esta situação). E cada versão da mesma fase tem uma abelha para resgatar.

Versão normal e alternativa

E para te auxiliar na empreitada de resgates, é possível descobrir poções no mapa-mundi do jogo. Após descobri-las, elas ficam disponíveis para compra em uma espécie de “loja” (acessada pelo menu). Cada poção tem o seu valor de “penas” específico (sim, as penas servem como dinheiro da loja e em outras partes do jogo) e cada uma tem a sua vantagem e a sua desvantagem na aplicação, cabendo ao jogador analisar, fase a fase, quais poções serão mais vantajosas para a conquista dos seus objetivos.

Um outro aspecto da jogabilidade é a presença de “desafios” para você completar. Eu coloquei a palavra entre aspas propositalmente, uma vez que as situações que o jogo te apresenta são até bem fáceis de completar e não devem representar um problema para jogadores acostumados com jogos de plataforma. Tais desafios são propostos por um personagem (que é espécie de pergaminho) que está distribuído por vários pontos do mapa-mundi. Completou um desafio? Ele mudará algo no mapa do mundo e você poderá acessar a versão alternativa de alguma fase.

Um jogo acessível……

Yooka e Laylee contarão, durante a aventura, com o sistema de checkpoints que salva seu progresso quando você passa por uma espécie de câmera. São vários checkpoints espalhados dentro de uma única fase, fazendo uma verdadeira setorização do estágio. Isso acaba criando um fator de acessibilidade interessante para jogadores menos experientes que conseguirão avançar, mesmo que pouco, pela fase. Porém, essa setorização pode ser um pouco decepcionante para quem estiver buscando algo mais desafiador.

Checkpoint

Uma outra ferramenta de inclusão de jogadores é a possibilidade de passar automaticamente de um setor em que o player está travado. Morreu várias vezes em um mesmo segmento? Ele te dá a opção de se teletransportar para o checkpoint subsequente e, assim, terminar a fase. Importante salientar que isto é uma opção e usa quem quer!

…. e um lar impossível

Como dito anteriormente, o objetivo central do jogo é resgatar as abelhas.

Além disso, é importante salientar que você pode batalhar contra o último chefe durante toda a jogatina, podendo até zerar o jogo precocemente, caso tenha habilidade suficiente para superar a última fase.

Porém, este último desafio é gigantesco e alterna várias batalhas contra o arqui-inimigo com desafios de plataforma ainda mais difíceis dos que os encontrados durante o jogo. Ahhh! Sem checkpoints para você, tá? Morreu? Recomece!

Conforme dito anteriormente, toda abelha resgatada te dará um ponto a mais de vida. Entretanto, mesmo após várias e várias delas resgatadas, o desafio continua muito difícil e, caso fracasse, além da frustração gerada pela não obtenção do sucesso, há um loading que o leva para o mapa-mundi e, se desejar tentar batalhar novamente, um novo loading será necessário para entrar na Impossible Lair. Isto quer dizer que uma derrota no último chefe gera obrigatoriamente dois loadings, o que pode irritar o jogador. Digo isto com conhecimento de causa, uma vez que este foi o único motivo pelo qual me vi obrigado a não finalizar o jogo, abandonando-o.

Visual e trilha sonora

Se na jogabilidade este jogo nos remete aos clássicos Donkey Kongs, no seu visual e na sua trilha sonora esses aspectos são ainda mais salientes.

Há todo um cuidado com as animações de personagens, composição dos cenários, músicas bem encaixadas com o que acontece nas fases, um trabalho que é de cair o queixo. Tudo tem um sentido, e tudo se conversa quando falamos de gráficos e músicas, pelo menos esta foi a minha percepção.

Além disso, não percebi quedas de framerates na versão do Switch. Todavia, um aspecto a se destacar é que os loadings para entrar nas fases são até certo ponto demorados. Contudo, apesar de tal demora, dentro dos estágios não há loadings perceptíveis, deixando a aventura fluir mesmo com várias e várias mortes.

Veredito

Yooka-Laylee And The Impossible Lair é um daqueles jogos que nos dão um calor no coração pela sua inspiração gritante em Donkey Kong Country e, até certo ponto, Banjo-Kazooie. Com uma jogabilidade bem balanceada, mundos belíssimos, bons desafios de plataforma e uma boa trilha sonora, este game presta uma linda homenagem aos jogos que marcaram a toda uma geração e a uma das empresas que contribuíram muito com a história dos videogames: a Rareware. Por falar nela, alguns desenvolvedores que eram da Rare trabalharam neste projeto.

Porém, importante relembrar que a dificuldade exigida na última fase e a punição de ter dois loadings caso fracasse na sua tentativa podem sim deixar alguns jogadores frustrados, como aconteceu com este que vos escreve. Contudo, isso é facilmente reversível em um patch que permita dar um retry sem necessariamente ir ao mapa-mundi.

Apesar disso, é um jogo que você realmente não precisa terminá-lo para se sentir recompensado. Afinal, os desafios que completei me entreteram por horas a fio e me senti extremamente satisfeito durante toda a jogatina. Por isso, é muito fácil recomendá-lo, caso você, leitor, goste de jogos desse gênero. Aos que vão se aventurar, divirtam-se e aproveitem cada momento.

Quem sabe um dia, caso exista um patch, eu não volto para finalizá-lo? Aguardaremos cenas dos próximos capítulos.

Enquanto isso, até o próximo review.


Trailer


Este Review foi feito utilizando uma cópia enviada pelos produtores.