Está oficialmente aberta a onda de ilusão para 2017, depois de sofrermos com o Wii U e resistirmos com  os novos anúncios, a Nintendo jogou sujo e parece estar mudando sua postura junto aos fãs para os próximos anos. Tentamos mostrar nesse post que isso pode ir além do hype, porém a NL adverte que o conteúdo abaixo pode despertar toda a sua expectativa e não nos responsabilizamos por corações partidos, raiva ressentida e chances de você de se apaixonar por um Remaster:

Saindo da caixinha

Depois de entrar no mundo Mobile e disponibilizar suas franquias para parcerias com outras empresas, a Big N mostra sinais de uma comunicação mais maleável com o público, principalmente nos lados ocidentais. Desconstruir aquela mente fechada que não saia de seu mundo leva tempo, mas pode ser muito importante para os planos a longo prazo desses novos projetos.

Nintendo e Universal: a mais nova parceria
Muito disso passa pela mudança na presidência da empresa, Tatsumi Kimishima é mais administrador do que entusiasta de games e se mostrou disposto a ouvir os acionistas e fãs nas mudanças que precisavam acontecer. Essa conta ainda não chegou para ser paga e ainda não é possível mensurar os riscos, mas Kimishima parece saber onde coloca a mão quando o assunto é corporativo, para isso ele deixou nada mais nada menos que Miyamoto responsável pelos departamentos de desenvolvimento e criação, será que a Big N está em boas mãos?

Ouro debaixo do nariz

Não é de hoje que falar Nintendo e não lembrar de Games, e vice-versa, é praticamente impossível, e criar propagandas e campanhas que usem esse nome forte na indústria para promover a empresa seria a ideia de qualquer um, menos da nossa querida Big N – pelo menos nos últimos anos. Esse ano foi a libertação da síndrome de ser diferentona e a empresa chegou chutando a porta: encerramento de olimpíadas, WWDC do novo iPhone e The Tonight Show com Jimmy Fallon foram alguns eventos – os dois últimos com a presença de Miyamoto, algo raro de se ver – onde a Nintendo teve um tempo considerável para apresentar a sua nova cara.

Como se já não bastasse toda essa surpresa com uma Nintendo mais disposta em aparecer para o público, quase não vimos, com exceção da E3, ações parecidas das concorrentes, mesmo em um ano onde foram lançados Xbox One S e PS4 Pro, claro que é a Big N que precisa correr atrás do prejuízo, mas já indica que ela pode acertar sem seguir um modelo pronto e batido. O poder de suas franquias para o Marketing da empresa já é um passo a frente das outras, atrelar isso à parcerias com outros nomes de peso pode tornar o Switch uma mistura de Wii (em vendas) e Wii U (na qualidade do console). Já consegue ver a Nintendo liderando o mercado?

Revolucionando de novo?

Mesmo com muita coisa para acontecer e diversos poréns que influenciarão a indústria nos próximos anos, não tem como ignorar que o negócio fica sério quando a Big N entra na briga, e ela não precisa empurrar tecnologias não rentáveis para o consumidor ou ter o console mais poderoso em hardware, o jeito como ela acerta, quando acerta, é para mudar as diretrizes do mercado.

Olimpíadas de 2020 promete para a Nintendo
Não há momento mais propício para essa mudança, as gerações de consoles estão cada vez mais curtas, muitos jogos sendo vendidos apenas pela propaganda e as gigantes do mercado ganhando muito e “produzindo pouco”. Depois de alguns anos apanhando dessa nova geração de gamers, muitos que começaram no PS2, a Nintendo pode ter aprendido como ao menos ser notada por eles e quando o jogador começar a comparar qualidade de jogos e o gameplay diferenciado, há uma grande chance de serem atraídos sem volta para esse lado da força.

E você leitor? pronto para se decepcionar? ou acredita que a Nintendo pode mandar no mercado nos próximos anos? Comente!